Novo: Experimente o meu bot de IA novo filme

Boa avaliação do meu trabalho pelo CIO.co no Brasil: comece já a olhar para 2020 e a preparar a sua empresa

Por Cezar Turim  (obrigado Cezar!)

"Para olhar à frente quebrando o paradigma da visão linear sugiro ver também o excelente vídeo do futurista Gerd Leonhard no YouTube. É longo, cerca de 75 minutos, mas extremamente instigante. Um excelente investimento de tempo.

Alguns comentários sobre a apresentação dele. Um ponto que chama atenção é que as mudanças não podem ser impedidas por legislação ou lobby protecionista. Gerd Leonhard cita o caso da indústria da música, que teve o modelo de negócios baseado em CDs simplesmente destruído. Lembra que os vencedores da indústria em seu momento atual, o streaming, não são as poderosas gravadoras que dominavam a indústria, mas empresas de tecnologia recentes como Apple, Facebook e Spotify. Aborda o cenário dos veículos autônomos, que devem se disseminar em ritmo muito mais intenso e acelerado que as primeiras estimativas, o que vai afetar muitas profissões e industrias, da própria indústria automotiva, passando por seguros de veículos, chegando aos motoristas e taxistas.

Gerd Leonhard chama a atenção para o facto de o Google se tornar um "sistema operativo global", uma empresa de IA (Inteligência Artificial). No futuro, segundo ele, nós não vamos precisar fazer buscas como hoje, porque os assistentes pessoais (como o Google Now) já saberão antever o que queremos. E vislumbra uma verdadeira guerra entre os assistentes pessoais, como o Siri, da Apple, o Google Now, o Moneypenny, do Facebook e o Echo, da Amazon pela preferência do mercado. Estes assistentes farão com que o utilizador escolha uma ou outra plataforma.

Segundo Gerd Leonhard, a automação, a robótica, os assistentes inteligentes e a IA irão transformar a sociedade, a cultura e os negócios. O crescimento da IA vai afetar muitas profissões. É provável que pelo menos 50% das assessorias financeiras prestadas hoje por bancos e especialistas sejam feitas automaticamente, self-service, por algoritmos.

Os impactos transformadores virão da combinação do que Gerd Leonhard chama de 7-acções: Digitalização, Desmaterialização, Automação, Virtualização, Otimização, Aumento e Robotização. Os desafios são muitos. O pensamento futuro passa a ser fundamental. Se quisermos efetivamente criar novas fontes de valor, temos de entender para onde todas estas mudanças estão nos conduzindo. E infelizmente, há muito pouco da experiência coletiva que nos pode ajudar a trilhar o caminho, pelo tipo de mudanças disruptivas que vemos à frente. Nos basearmos em melhores práticas, é, portanto, impossível, pois elas simplesmente ainda não existem.

Um exemplo de como a mudança exponencial é subestimada é o Projeto Genoma Humano. Foi lançado em 1990, com estimativa de ser concluído em 15 anos a um custo de US$ 6 bilhões. Em 1997, portanto na metade do prazo, apenas 1% do genoma humano tinha sido sequenciado. Pelo planejamento linear que nós adotamos, supondo 1% em 7 anos, levaríamos 700 anos para concluir o sequenciamento. Parece lógico não? A pressão para encerrar o projeto foi imensa, mas quando perguntaram ao futurista Ray Kurzweil, ele disse "1% significa metade do caminho. Vamos em frente!". Ele pensou exponencialmente. 1% dobrando a cada ano significa chegar aos 100% em 7 anos. O projeto foi concluído em 2001, quatro anos antes do planejado e custando muito menos dinheiro que o estimado. O pensamento linear, tradicional, errou o alvo por 696 anos!

As disrupções estão à nossa volta. Imaginarmos que só vai ocorrer com os outros setores e que o Brasil estará imune, não vai impedi-las de chegar aqui. Podemos ter até um certo espaço de tempo entre as mudanças ocorrendo lá fora e aqui no país, mas que irão chegar, é inevitável. Willian Gibson escritor futurista criador do termo cyberspace, costuma dizer que ""o futuro já chegou, só não está uniformemente distribuído".

Bem, para terminar, uma frase conhecida, mas extremamente aplicável aqui, de Alan Kay: "A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo". Portanto, a pior decisão é ficar esperando as coisas acontecerem. Ou imaginar que o futuro só afetará os outros negócios, porque o seu é sólido hoje..."

(*) Cezar Taurion é CEO da Litteris Consulting, CEO da ThinPost e autor de seis livros sobre Open Source, Inovação, Cloud Computing e Big Data

 

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