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O futuro dos futuristas: A maior parte do trabalho de previsão torna-se automatizado; as grandes narrativas tornam-se essenciais, mas também cada vez mais politizadas

Uma constatação recente. Tomem nota, amigos futuristas.

A previsão costumava ser um ofício humano - agora, impulsionada pela IA, está a tornar-se uma utilidade.

Os modelos de IA irão prever cada vez mais os mercados, o clima, a propagação de doenças, o comportamento dos consumidores, as eleições. A previsão passa a estar integrada em tudo: logística, finanças, contratação, policiamento, governação. E quando a previsão é automatizada, desaparece em segundo plano - como a eletricidade (sem aplausos, apenas dependência;)

A escassez passa dos dados para o significado (e as narrativas tornam-se o nosso novo foco (de novo))

Se as máquinas podem prever mais depressa e melhor do que os humanos, então a previsão bruta perde a sua mística. O que se torna escasso é: A interpretação, o enquadramento, a história, o posicionamento moral... A NARRATIVA. Que previsões são amplificadas? Que riscos são enfatizados? Que futuros são enquadrados como inevitáveis? O QUE É QUE REALMENTE QUEREMOS?

A previsão diz: “Eis o que é provável”. A narrativa diz: “Aqui está o que significa”


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